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Com a proposta de apresentar o trabalho de três jovens artistas, que têm em comum o papel como suporte e o traço como forma de expressão. A exposição busca estabelecer um diálogo sutil entre as obras, sem no entanto deslocá-las do seu universo particular. Daniel Andrade, Heitor Pontes e Mariana Belém possuem um universo próprio bastante definido.
Curadoria: Maria Eduarda Belém
Expo Coletiva 3 Lugares Diferentes
Setembro/2010, Espaço Muda, Recife - PE














Estático Movimento
“Belezas são coisas acesas por dentro” Jorge Mautner
Onde se encontra o princípio de um movimento? O trabalho de Heitor Pontes parece sempre remeter a essa questão. Observar seus desenhos é uma experiência particular onde o que se vê parece externar, traduzir, um movimento íntimo, interno, aquele que, invisível, surge antes da linha deitar-se sobre o papel.
Essa dinâmica interna, torna-se ação concreta uma única vez, quando a mão, a tinta e o papel finalmente se encontram e fazem surgir plantas, formas humanas, partes, máscaras em composições orgânicas, sinuosas e paradoxalmente minimalistas, que em sua delicadeza se entrelaçam gerando composições únicas. Fica assim congelado o movimento, composto por ideias, instantes, sentimentos. Essa forma estática, no entanto, não deixa de traduzir esse prólogo à ação - caótico, subjetivo e rico.
Nesta série, especificamente, os desenhos são linhas embaladas por canções, que o acompanharam noites a fio. Serge Gainsbourg, Wado, Júpiter Apple, Jimi Hendrix e Moreno+2 foram alguns dos seus companheiros de madrugada que emprestaram sensações e palavras, ninando as formas que ganharam vida através do traço.
Nesta individual Heitor Pontes expõe não só os seus desenhos, mas um tanto de si, em trabalhos que nos mostram um universo próprio, aceso por dentro, de uma beleza da mesma natureza da qual nos fala Jorge Mautner em sua canção “Lágrimas Negras”... Seriam essas talvez as gotas de tinta a cair no papel?
Maria Eduarda Belém
Expo Estático Movimento
Maio/2011, Espaço Muda, Recife - PE












